Sobre Esta Edição
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A Comissão de Crescimento e Desenvolvimento do Banco Mundial recentemente divulgou relatório analisando os fatores que promovem o crescimento econômico nos países em desenvolvimento. O grupo de especialistas internacionais, incluindo dois ganhadores do Prêmio Nobel, constataram que um fator essencial são "governos confiáveis, inclusivos e pragmáticos". Outros fatores identificados pela comissão foram "a qualidade do debate" sobre políticas públicas, o vigor no combate à corrupção e a igualdade de oportunidades todas características amplamente associadas com os sistemas democráticos. O quadro acima mostra um ponto semelhante. Coloque os 20 primeiros países do Índice de Liberdade Econômica ao lado dos 20 países do Índice de Democracia. O que vê? Muita sobreposição. Trinta países aparecem nas duas listas. Parece haver, no mínimo, uma associação entre um livre mercado produtivo e uma forma democrática de governo. Michael Mandelbaum, autor do livro Democracy's Good Name [O Bom Nome da Democracia], é mais enfático. "A principal fonte de democracia política", escreve nesta edição da revista eJournal USA, "é uma economia de livre mercado. Embora tenham existido e continuem a existir países que praticam a economia de livre mercado, mas não a política democrática, não há nenhum país no século 21 que seja uma democracia política sem ser uma economia de livre mercado." No entanto, um artigo do ano passado do professor de políticas públicas Robert Reich publicado na respeitada revista Foreign Policy tem o título: "Como o Capitalismo Está Matando a Democracia". Certamente, a ligação entre mercados e democracia não é uma linha reta. Desde o lançamento de Investigação sobre a Natureza e as Causas da Riqueza das Nações, deAdam Smith, em 1776, grandes pensadores econômicos como Max Weber, Joseph Schumpeter e Lester Thurow têm debatido essa relação complexa. É possível ter livre mercado sem democracia? Qual se desenvolve primeiro? O incentivo poderoso e universal do crescimento econômico pode resultar em mais democracia em países que não são democráticos? Os especialistas internacionais que escrevem nesta edição apresentam algumas respostas a essas perguntas e apontam algumas variáveis importantes como oportunidades para a criação de riqueza, o papel da confiança social e conceitos de "voz" e responsabilidade. Nosso objetivo, no entanto, não é resolver um debate intelectual de séculos, mas aprofundar o entendimento de nossos leitores sobre as nuances do que é inegavelmente uma questão de importância para todos no mundo de hoje. Os editores |
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