Sobre Esta Edição
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Há 60 anos, na esteira do mais terrível conflito armado já testemunhado, as nações do mundo produziram a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Enquanto homens e mulheres continuavam a limpar os campos de batalha, contar os mortos e reconstruir suas cidades, seus representantes reunidos nas Nações Unidas, em Nova York, elaboravam uma obra de otimismo e esperança, obra considerada por alguns a maior conquista do século 20. O mandato para a Declaração Universal encontra-se na Carta das Nações Unidas. “Nós, os povos das Nações Unidas, resolvidos (...) a reafirmar a fé nos direitos fundamentais do homem”, começa o texto, “na dignidade e no valor do ser humano, na igualdade de direitos dos homens e das mulheres, assim como das nações grandes e pequenas (...)” Esta edição de eJournal USA comemora o 60° aniversário da Declaração Universal explicando como essa poderosa afirmação do legado comum da humanidade surgiu, como ela recorre a uma herança intelectual que transcende fronteiras políticas e como — sempre aberta a aperfeiçoamentos — melhorou a vida de pessoas em todos os cantos do globo. Cinco ensaios principais exploram esses temas. Em um trabalho abrangente, Claude Welch investiga por que a Declaração Universal é importante, o que diz e os resultados que produziu. Paul Gordon Lauren explica os significativos obstáculos políticos que tiveram de ser superados para que a Declaração se tornasse realidade. Susan Waltz explora como a redação da Declaração foi elaborada. Sua surpreendente erudição revela que o documento final não foi uma imposição das grandes potências, mas, ao contrário, reflete a contribuição de muitas nações. Os dois ensaios seguintes situam a Declaração Universal nas ricas tradições intelectuais e históricas. Lynn Hunt remonta o surgimento dos direitos humanos como os conhecemos a desenvolvimentos nas artes que estimularam um novo entendimento do indivíduo. Jack Donnelly debruça-se sobre as acusações de que os direitos humanos seriam uma imposição do Ocidente ou de nações ricas e imperialistas. Ele mostra como, apesar das diferenças nos detalhes, um amplo consenso entre as diversas culturas aceita a universalidade de conceitos fundamentais dos direitos humanos. Esta edição também apresenta breves perfis dos principais redatores da Declaração Universal. Sua diversidade reflete a conquista mais significativa da Declaração: seus princípios são verdadeiramente universais, herança conjunta de todos os homens e de todas as mulheres. Os editores | |||