Poucas Pessoas Fazendo Acontecer
Não existe uma fórmula única para implementar mudanças sociais significativas em um mundo com tanta complexidade e diversidade.
| ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
Francine Prose: Em Defesa das Palavras e dos Escritores É de se esperar que a maioria dos escritores se mostre preocupada com questões de liberdade de expressão. Mas a conhecida autora americana Francine Prose levou o compromisso com escritores e com a arte de escrever a outro nível. Desde 2007, ela exerce a função de presidente do Centro Americano PEN. Trata-se do braço americano do PEN Internacional, fundado em 1921, que reivindica a distinção de ser a mais antiga organização literária e de direitos humanos do mundo. Francine Prose faz parte de uma eminente relação de renomados escritores que serviram ao Centro Americano PEN ao longo dos anos, entre eles os dramaturgos Arthur Miller e Eugene O’Neill, os ensaístas Susan Sontag e James Baldwin, os romancistas Thomas Mann e John Steinbeck e os poetas Allen Ginsberg e Robert Frost.
Nascida em 1947, é amplamente respeitada como escritora de ficção, ensaios literários e análise de questões públicas. É ainda editora e professora. Seus romances altamente elogiados cobrem uma eclética gama de assuntos, que vão desde a comunidade acadêmica (Blue Angel [Anjo Azul]) à graça e intolerância (A Changed Man [Um Homem Mudado]) e, mais recentemente, à entrada na maioridade de uma jovem (Goldengrove). Seu mais recente livro de não ficção, refletindo duas de suas paixões, é Para Ler como um Escritor: Um Guia para Quem Gosta de Livros e para Quem Quer Escrevê-los. O Centro Americano PEN (cujo acrônimo deriva de “poetas, editores e romancistas” em inglês) é a maior das 144 seções do PEN Internacional em 99 países e conta com mais de 3.300 membros profissionais. Em seu regimento, o PEN declara que “defende o princípio da liberdade irrestrita de circulação de idéias dentro de cada nação e entre todas as nações... e se opõe a qualquer forma de restrição da liberdade de expressão... e à censura arbitrária”. O Centro Americano PEN tem criticado o governo dos EUA sobre questões de privacidade e fiscalização judiciária. O PEN, por exemplo, juntou-se a outras organizações que representam bibliotecários, livreiros e autores para pedir mudanças na Lei Patriot, promulgada depois do 11 de Setembro, no sentido de melhorar a proteção à privacidade dos americanos. O PEN também se mostrou bastante crítico em relação à lei que dá maiores poderes ao governo dos EUA para fazer vigilância eletrônica, chamando-a de “um abandono desnecessário das proteções constitucionais que proíbem ‘mandados gerais e buscas descabidas’”. Sob a liderança de Francine Prose, o Centro Americano PEN deu continuidade à sua vigorosa campanha para igualmente proteger e defender escritores no mundo todo. Francine fez uma crítica severa à China por suas “restrições sufocantes” à cobertura da imprensa dos tumultos ocorridos no Tibete em 2008 e pelo fracasso de suas promessas em relação a uma imprensa livre e aberta durante as Olimpíadas de Pequim. Todo 15 de novembro, o PEN Internacional assinala o Dia dos Escritores Presos “para exaltar a coragem de todos os escritores que enfrentam a repressão e defendem a liberdade de expressão”. Em 2008 o PEN destacou cinco escritores nessa situação: Eynulla Fatullayev, do Azerbaijão, cumprindo mandado de prisão por seus comentários políticos e pela investigação do assassinato de um colega jornalista. Tsering Woeser, da China, escritora e poetisa que “tem sofrido assédio contínuo e prolongado por suas matérias sobre o Tibete”. Mohammad Sadiq Kabudvand, do Irã, jornalista e ativista dos direitos dos curdos atualmente na prisão. Melissa Rocia Patiño Hinostroza, do Peru, estudante e poetisa, sendo julgada por supostos vínculos com terroristas apesar da ausência de provas. Os autores, o elenco e a equipe de The Crocodile of Zambezi, Zimbabwe [O Crocodilo de Zâmbia, Zimbábue], peça que foi proibida e teve seus dramaturgos e membros ameaçados e espancados. “O trabalho realizado pelo PEN para fazer avançar a literatura e promover a comunidade mundial de escritores é importante sempre”, afirmou Francine Prose. “Mas nosso compromisso com a liberdade de expressão — para assegurar os direitos humanos e salvar a vida de escritores em todo o mundo, protegendo a liberdade dos jornalistas aqui e no exterior, combatendo as incursões do governo no terreno da privacidade dos leitores e trabalhando nas prisões e nas escolas — nunca pareceu tão importante e tão profundamente necessário.” Katherine Chon e Derek Ellerman: Combate ao Tráfico Humano >>>> |
||||||