Sobre Esta Edição
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Mahatma Gandhi, Martin Luther King Jr. e seus seguidores não aceitavam a opressão e a condição de cidadãos de segunda classe. Eles buscaram ativamente maneiras práticas e não violentas de libertar seu povo. Os últimos 30 anos viram uma explosão dos movimentos não violentos de “poder popular” em todo o mundo, fazendo avançar os direitos humanos e derrubando governos repressores. Fazendo uso de campanhas de informação, boicotes, manifestações e outras táticas, os manifestantes mostraram que ações não violentas podem ser mais poderosas do que insurreições armadas na obtenção de mudanças sociais. A tradição intelectual anglo-americana do pensamento não violento remonta a séculos, tendo sido disseminada para comunidades grandes e pequenas nos Estados Unidos e em outros países. Hoje, organizadores comunitários nos Estados Unidos ajudam as pessoas a reclamar seus direitos com os governos locais eleitos. Pessoas em todo o mundo lideram movimentos não violentos em uma grande variedade de campanhas – para salvar florestas locais da destruição, moradores de vilarejos da morte por minas terrestres e crianças de viverem na ignorância. A tecnologia das redes de relacionamento da internet promete dar às pessoas ferramentas ainda mais poderosas para promoverem mudanças, como demonstrou o presidente Barack Obama em sua campanha para a eleição de 2008. “Quando se aprimora a capacidade de comunicação de um grupo com outro, as coisas que eles podem alcançar juntos mudam”, escreve o consultor em internet Clay Shirky nesta edição de eJournal USA. Um exemplo bem conhecido é o grupo do site Facebook.com criado por jovens de Bogotá, na Colômbia, chamado No Mas FARC. Conectados on-line, eles organizaram manifestações contra as Farc, organização terrorista colombiana, tirando de casa 12 milhões de pessoas em 190 cidades do mundo. Em dezembro de 2008, os líderes do grupo anti-Farc reuniram-se com grupos de jovens de 15 países em Nova York e formaram a Aliança de Movimentos de Jovens, que se dedica a ajudar esses grupos a utilizar a tecnologia on-line para combater a violência. Trabalhos científicos recentes indicam que esses movimentos estão profundamente enraizados na psique humana. A guerra, por exemplo, pode não ser uma parte da natureza humana determinada geneticamente. A teoria dos jogos sugere que a convivência também não é natural, mas que em determinadas circunstâncias as pessoas aprendem a cooperar em benefício de todos. Os colaboradores desta publicação mostram coletivamente que a violência armada não é necessária para que se possa alcançar mudanças positivas. Tudo o que eles pedem é que a não violência tenha uma chance. Os editores |
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