Sobre Esta Edição
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“O Congresso não legislará sobre o estabelecimento de uma religião ou proibição de seu livre exercício...” O primeiro Congresso dos Estados Unidos acrescentou a Primeira Emenda à Constituição americana como parte da Declaração de Direitos em 1791, quando as lembranças da Guerra da Independência ainda eram recentes. Mas o conceito de liberdade religiosa é ainda mais antigo do que a própria nação. Mais de um século antes, em 1657, cidadãos de Flushing, Nova Amsterdã, colônia holandesa, protestavam contra a perseguição a quakers pelo governador, que havia proibido todas as religiões exceto a sua. Eles colocaram suas objeções em um documento chamado Protesto de Flushing. Algumas pessoas foram presas por terem protestado, e anos se passaram até que a liberdade de crença chegasse à cidade. Hoje, em Flushing, Nova York, mais de 200 lugares de culto florescem em alguns poucos quilômetros quadrados, e aqueles bravos cidadãos da colônia do século 17 são lembrados como alguns dos primeiros americanos a se manterem firmes pela liberdade religiosa desfrutada por mais de 300 milhões de americanos no século 21. Membros de igrejas, templos, sinagogas, mesquitas e milhares de outros lugares de oração espalhados pelo país, de qualquer tamanho, prestam culto com o conhecimento de que o direito de praticar a religião de sua escolha é protegido pela Primeira Emenda e tecido na sociedade americana. E os membros da sociedade que preferem não praticar nenhuma religião também são igualmente protegidos. Mas às vezes, em um país tão diverso quanto os Estados Unidos, pessoas e instituições se chocam, e as fronteiras da liberdade religiosa precisam ser redefinidas. Quando isso acontece, os americanos recorrem à Justiça e procuram reparação. Então os tribunais, e até mesmo a Suprema Corte, desempenharão seus deveres constitucionais para decidir a melhor maneira de defender princípios fundamentais como a liberdade religiosa, em uma nação em que a população centuplicou desde que a Primeira Emenda foi redigida. Essas decisões judiciais influenciam as atividades diárias em escolas, hospitais, locais de trabalho e outros lugares públicos. O respeito e a tolerância por muitas crenças são testados, à medida que seres humanos imperfeitos tentam adotar o que é quase sempre visto nos Estados Unidos como um princípio inviolável. Hoje, esta nação pulsa com a vitalidade de uma nova onda de imigração e uma química cultural única. Nesses tempos, o princípio da liberdade religiosa provavelmente passará por novos testes, mas os notáveis especialistas que discutem essas questões nestas páginas acreditam que as minorias religiosas do século 21, e dos próximos séculos, ainda encontrarão proteção no compromisso do século 18 com o princípio da liberdade de crença. Os editores | |||