Passaporte para o Sucesso
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Milhares de pessoas no mundo todo carregam junto de seu nome o de um senador do Arkansas. Eles são bolsistas Fulbright, quase 300 mil indivíduos que ganharam bolsas de estudo Fulbright desde que o programa recebeu pela primeira vez recursos do Congresso dos EUA em 1946, com o patrocínio do senador J. William Fulbright. Desde então, tornou-se um dos programas internacionais de bolsas de estudo mais reconhecidos e prestigiados do mundo. O programa, administrado pelo Bureau de Assuntos Educacionais e Culturais (ECA) do Departamento de Estado dos EUA, dá aos acadêmicos a oportunidade de realizar estudos e pesquisas no exterior. O registro das realizações desses acadêmicos comprova claramente que os bolsistas Fulbright retribuem ao mundo o benefício recebido.
Muhammad Yunus chegou aos Estados Unidos, conforme sua própria descrição, como “um tímido conferencista de economia de 25 anos”, para realizar estudos avançados com a ajuda de uma bolsa de estudos Fulbright. Uma década depois, a pobreza opressiva e imutável em sua nativa Bangladesh levou-o a inventar um novo conceito em empréstimo, o microcrédito. Ao oferecer pequenos empréstimos a taxas de juros razoáveis a proprietários de pequenos negócios, a maioria mulheres, o conceito de microcrédito permitiu que empreendedores em dificuldades pudessem, pouco a pouco, formar capital e progredir. Yunus institucionalizou o conceito de microcrédito por meio da fundação do Banco Grameen e, desde então, esse conceito foi copiado em muitos outros lugares no mundo todo. Yunus e o banco ganharam o Prêmio Nobel da Paz em 2006. O presidente Obama concedeu a Yunus a Medalha Presidencial da Liberdade em julho de 2009. Essa medalha é a maior honraria civil dos EUA. Yunus passou sete anos em um programa de intercâmbio na Universidade de Vanderbilt, no Tennessee. Em 2007, em um discurso nesse campus, ele falou de sua experiência: “Vanderbilt tornou-me corajoso, ousado, e isso me ajudou a enfrentar as coisas e, se eu não tivesse adotado essa atitude desafiadora, eu não teria sido capaz de fazer o que fiz.”
Yunus não é o único elo entre as palavras “Fulbright” e “Nobel”. Osamu Shimomura, do Japão, e Jean-Marie Le Clézio, da França, são também bolsistas Fulbright e ganhadores do Prêmio Nobel. Shimomura ganhou o Nobel de Química em 2008 e Le Clézio conquistou o prêmio de literatura no mesmo ano. “Teria sido impossível fazer qualquer coisa sem a Fulbright”, afirmou Shimomura, cujas pesquisas nos Estados Unidos levaram ao isolamento de uma proteína que se tornou uma das mais importantes ferramentas na biociência contemporânea. Shimomura recebeu uma bolsa de estudos Fulbright em 1960 para fazer pesquisas na Universidade de Princeton. Le Clézio lecionou na Universidade da Califórnia em Santa Cruz com verbas concedidas pelo Programa Fulbright em 1979. Shimomura e Le Clézio foram o 38o e o 39o ex-bolsistas Fulbright a receber Prêmios Nobel. Um total de 39 ex-bolsistas Fulbright de 11 países foram agraciados pelo Comitê do Nobel, de acordo com o ECA.
O bureau acompanha a carreira de seus veteranos e revela que 18 ex-bolsistas Fulbright serviram como chefes de Estado ou de governo. Um deles é Alejandro Toledo, que exerceu o cargo de presidente do Peru de 2001 a 2006. Antes de sua carreira política, ele estudou Economia na Universidade de Stanford, na Califórnia, e lá voltou para discursar como patrono em cerimônia de formatura em 2003. “Não há melhor investimento que uma pessoa, comunidade ou nação possa fazer do que investir nas mentes de nosso povo”, declarou Toledo. “Em Stanford, descobri que nada se compara ao investimento em uma mente humana. ... Ninguém pode expropriar o que você tem em sua mente. Nenhum bandido pode roubar. Nenhum governo pode usurpar. Não pode nem mesmo ser destruído pela guerra.” Os registros do ECA sobre as realizações dos ex-bolsistas Fulbright também comprovam que 11 deles foram eleitos para o Congresso dos EUA. |
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