Uma Família de Estudantes InternacionaisMangala P.B. Yapa
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Pode-se dizer que o caminho que levou minha filha Shanika a tornar-se estudante de intercâmbio começou com a minha jornada semelhante nos anos 1970. Fui para o Canadá aos 17 anos, onde fiquei por três meses no programa de intercâmbio para jovens World Youth do Canadá. Estive lá por um curto período, mas gostei muito da experiência e do contato com a América do Norte. Voltei ao Sri Lanka e tentei continuar meus estudos universitários. Naquela época, os jovens do Sri Lanka não tinham as opções que têm hoje. Você não podia decidir exatamente onde fazer a universidade. A oportunidade que tive foi na Rússia. Pode-se perguntar, por que a Rússia? Bem, foi essa a oportunidade que tive e felizmente era uma bolsa de estudos totalmente gratuita. Se tivessem de pagar, meus pais não teriam como arcar com nenhum custo de universidade no exterior. Então, cursei a universidade na Rússia, e isso me proporcionou uma forma completamente diferente de exposição na vida. Era, naturalmente, a época da Guerra Fria, e como tinha estado na América do Norte e depois na Rússia, comecei a entender o mundo de uma forma mais abrangente e diferente do que teria entendido se não fosse essa experiência. Eu havia visto os dois lados. Enquanto estive na Rússia, viajei muito. Na verdade, durante o período final dos meus estudos naquele país, minha esposa, naquela época minha namorada, estava no Reino Unido para cursar universidade e ter experiência profissional. Ela é médica agora, e naqueles dias costumávamos nos encontrar no Reino Unido ou em qualquer outro país da Europa. Graças a essas viagens e experiências, tínhamos uma visão mais aberta sobre muitas coisas. Tínhamos um bom conhecimento do que estava ocorrendo no mundo. Quando Shanika disse que queria realmente estudar fora do Sri Lanka, tanto eu quanto minha esposa a encorajamos com base nas nossas próprias experiências. Ficamos felizes em mandá-la para estudar no exterior e ter contato com novas culturas. Naturalmente, foi uma grande decisão de família, mas não ficamos apreensivos. O mundo de hoje é completamente diferente de quando éramos estudantes internacionais. Na idade dela, eu sentia saudades de minha família quando estava fora, no Canadá e na Rússia. As comunicações eram muito precárias; não havia e-mail e nem comunicações telefônicas. Só nos restavam as cartas, e elas levavam semanas e semanas para chegar, então, era difícil. Porém, hoje as comunicações são muito mais fáceis. Você pode conversar ao telefone. Pode-se até ver um ao outro em videoconferência. Se minha filha precisar de mim, ela pode telefonar, mandar mensagem de texto, mandar e-mail. Há muitas formas. Se houver uma emergência, ela pode embarcar rapidamente num avião para voltar ao Sri Lanka. Naquela época, não se conseguia transferir dinheiro tão rapidamente, nem comprar uma passagem com tanta facilidade. Não dava para fazer isso. Havia muitos problemas. Mesmo quando havia comunicações disponíveis, não eram acessíveis a todos com tanta praticidade. Mas agora a globalização elevou o mundo todo a um outro nível, o que é fantasticamente bom, porque torna a vida mais fácil para todos. E quando começar a trabalhar, talvez minha filha descubra que um mundo totalmente novo começa a surgir. Globalização e cidadãos do mundo — essas são as coisas do futuro. Os Estados Unidos da América são um ótimo lugar para se estar nestes tempos de desenvolvimento, e ela estará mais bem preparada e mais envolvida com a mudança que virá no âmbito global. Mudança é o tema do presidente Obama, então, por que não fazer parte disso? Por isso, estou muito satisfeito pela oportunidade que Shanika teve de estar lá nestes tempos de mudanças nos Estados Unidos. Incentivei minha segunda filha a encaminhar sua educação de forma semelhante, e agora ela vai estudar design e arquitetura no Instituto Pratt em Nova York neste quarto semestre.
As opiniões expressas neste artigo não refletem necessariamente a posição nem as políticas do governo dos EUA. |
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