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Sobre Esta Edição

ÍNDICE
Sobre Esta Edição
Amplo Apelo, Envergadura Nacional
Como Funciona o Colégio Eleitoral
Como Conquistar a Maioria no Colégio Eleitoral
Um Dia na Vida de um Eleitor do Colégio Eleitoral
Quando o Voto do Colégio Eleitoral É Diferente do Voto Popular
Reformar o Colégio Eleitoral? Não é Tão Fácil
Sistemas Eleitorais na Perspectiva Internacional
O Colégio Eleitoral: Uma Visão Francesa
Do Outro Lado do Atlântico, Algumas Semelhanças Surpreendentes
Recursos
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Vincent Hughes. Graph © 2003, The New York Times. All Rights Reserved.
Vincent Hughes. Graph © 2003, The New York Times. Todos os direitos reservados.

Mais de 100 milhões de eleitores provavelmente votarão nas eleições nacionais americanas em 4 de novembro. Mas somente 538 homens e mulheres elegerão o próximo presidente dos Estados Unidos, e essa eleição será realizada em 50 capitais de estado e em Washington, DC, em 15 de dezembro.

Esse sistema de eleição indireta, chamado de Colégio Eleitoral e concebido em 1787 pelos autores da Constituição dos EUA, confunde americanos e não americanos igualmente. Ele reflete o sistema de governo federal de dar poderes não apenas a um governo nacional e ao seu povo, mas também aos estados.

Como escreve nesta edição de eJournal USA John C. Fortier, autor de After the People Vote [Depois do Voto Popular], o Colégio Eleitoral exige que um candidato a presidente tenha envergadura nacional e amplo apelo em diferentes regiões: “Uma conseqüência do Colégio Eleitoral foi tornar difícil para terceiros partidos, facções regionais ou personalidades de menor expressão ganhar a Presidência.”

Os eleitores do Colégio Eleitoral quase sempre votam em dezembro da mesma maneira como votou a população de seu estado em novembro. O vencedor no Colégio Eleitoral quase sempre recebe a maioria dos votos populares em todo o país. Mas como em todos os estados, com exceção de dois, as regras ditam que o “vencedor leva tudo”, ocasionalmente o Colégio Eleitoral elege um candidato diferente daquele que foi escolhido pelo voto popular, como ocorreu em 2000.

O jornalista político David Mark descreve o jogo estratégico decorrente do sistema de Colégio Eleitoral. Durante a campanha, os candidatos a presidente dão menos atenção aos estados que são seguramente democratas ou republicanos. Em vez disso, eles concentram sua atenção e seus escassos recursos em um número relativamente pequeno de estados bastante divididos que decidem as eleições — Flórida e Ohio são exemplos bem conhecidos.

Muitos americanos querem mudar a eleição do presidente para o voto popular direto, mas essa mudança não é iminente. Emendar a Constituição requer enorme vontade política; apenas 27 emendas foram aprovadas em mais de 220 anos. E essa mudança enfrenta a resistência dos pequenos estados, que têm representação desproporcional no Colégio Eleitoral, dos defensores do sistema bipartidário e dos partidários de um sistema federal de governo.

Independentemente de seu mérito, o Colégio Eleitoral pelo menos oferece determinação. A Câmara dos Deputados teve que decidir apenas duas eleições presidenciais porque nenhum dos candidatos obteve maioria no Colégio Eleitoral, e a última vez que isso aconteceu foi em 1824.

Esperamos que esta edição de eJournal USA contribua para que você entenda melhor as razões históricas do sistema de Colégio Eleitoral e como ele funciona.

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