Visão de John McCain para o Futuro
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Trechos de “Política Externa Americana: De Onde Partir”, discurso proferido no Conselho de Assuntos Mundiais de Los Angeles, em 26 de março de 2008.
Liderança hoje significa algo diferente do que significava nos anos pós-Segunda Guerra Mundial, quando a Europa e outras democracias ainda se recuperavam da devastação da guerra e os Estados Unidos eram a única superpotência democrática. Hoje não estamos sozinhos. Há a poderosa voz coletiva da União Européia e há as grandes nações da Índia e do Japão, da Austrália e do Brasil, da Coréia do Sul e da África do Sul, da Turquia e de Israel, para citar apenas algumas das principais democracias. Também há a China e a Rússia, nações cada vez mais poderosas que exercem grande influência no sistema internacional. Em um mundo como esse, em que o poder de todos os tipos está mais ampla e uniformemente distribuído, os Estados Unidos não podem liderar somente com base em seu poder. Precisamos ser fortes política, econômica e militarmente. Mas também precisamos liderar atraindo outros para a nossa causa, demonstrando mais uma vez as virtudes da liberdade e da democracia, defendendo as regras da sociedade internacional civilizada e criando novas instituições internacionais necessárias para fazer avançar a paz e as liberdades que cultivamos. Talvez, acima de tudo, liderança no mundo de hoje signifique aceitar e cumprir nossas responsabilidades como uma grande nação. * * * *
No âmago desse novo pacto deve estar a confiança e o respeito mútuos. Lembrem-se das palavras dos fundadores da nossa nação na Declaração de Independência, de que devemos “o devido respeito às opiniões da humanidade”. Nosso grande poder não significa que podemos fazer o que queiramos quando queiramos, nem devemos supor que temos toda a sabedoria e o conhecimento necessários para nos sairmos vitoriosos. Precisamos ouvir as opiniões e respeitar a vontade coletiva de nossos aliados democráticos. Quando acreditarmos que a ação internacional é necessária, seja militar, seja econômica ou seja diplomática, tentaremos persuadir nossos amigos de que estamos certos. Mas nós, por nossa vez, precisamos estar dispostos a ser persuadidos por eles. Os Estados Unidos devem ser um modelo de cidadania se quisermos que outros olhem para nós como modelo. Como agimos dentro de casa reflete no modo como somos percebidos no exterior. Precisamos combater os terroristas e ao mesmo tempo defender os direitos que são a base de nossa sociedade. * * * *
Existe algo chamado boa cidadania internacional. Precisamos ser bons administradores do nosso planeta e nos juntarmos a outras nações para ajudar a preservar nossa casa comum. Os riscos do aquecimento global não têm fronteiras. Nós e as outras nações do mundo precisamos nos dedicar com seriedade a reduzir substancialmente as emissões de gases de efeito estufa nos próximos anos ou entregaremos um mundo bastante diminuído a nossos netos. * * * *
Os Estados Unidos não venceram sozinhos a Guerra Fria; foi a aliança transatlântica, em conjunto com parceiros de todo o mundo. Os laços que compartilhamos com a Europa em termos de história, valores e interesses são únicos. Os americanos devem saudar o surgimento de uma União Européia forte e confiante, assim como continuamos a apoiar uma Otan forte. O futuro das relações transatlânticas está em enfrentar os desafios do século 21 no mundo: desenvolvendo uma política energética comum, criando um mercado transatlântico comum que una ainda mais nossas economias, enfrentando os perigos colocados por uma Rússia revanchista e institucionalizando nossa cooperação em questões como mudança climática, assistência externa e promoção da democracia. * * * *
Se conseguirmos nos unir para formar uma coalizão global voltada para a paz e a liberdade — se liderarmos assumindo nossas responsabilidades internacionais e indicando o caminho para um futuro melhor e mais seguro para a humanidade, acredito que receberemos os benefícios tangíveis como nação. Fonte: http://www.lawac.org/speech/indexes/2007-08_index.htm | |||