Cada Chamada é DiferenteAndrea Clark
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Bombeira lembra como desistiu da carreira de engenheira para abraçar uma profissão de salário mais baixo e alto risco. Andrea Clark é bombeira veterana e paramédica há 15 anos. Ela contou sua história à jornalista freelancer Phyllis McIntosh. Fazia apenas um ano que exercia minha carreira de engenheira quando decidi que isso não era para mim e quis me tornar bombeira. Obtive o diploma de bacharel em Engenharia Eletrônica em 1991 e comecei a trabalhar para o Departamento do Exército em seus laboratórios de equipamento de visão noturna, onde atuei principalmente em contratos para desenvolvimento de câmeras específicas. Meu supervisor queria que eu passasse por todos esses estágios para que pudesse progredir, mas sou uma pessoa ativa e não gosto de ficar sentada. Eu já tinha familiaridade com o combate a incêndios por ter sido bombeira voluntária desde a faculdade, então decidi – sabe o quê? — era tempo de mudar de carreira. Fiz minha inscrição em um curso de dois anos de Ciência dos Incêndios em uma faculdade comunitária local e comecei a fazer testes escritos e físicos para ser contratada como bombeira profissional. Recebi ofertas de emprego ao mesmo tempo da Prefeitura de Fairfax e do Condado de Fairfax, na Virgínia do Norte. A decisão foi difícil, mas por fim optei pelo departamento da cidade, menor, com dois postos e 65 pessoas. É um ambiente familiar. Todos se conhecem e se vêem com mais freqüência em comparação com o departamento maior do condado, que possui 41 postos. Fui a segunda mulher a ser empregada pelo meu departamento. Uma coisa que aprendi é nunca dizer que posso fazer algo que está fora do meu alcance. Entendo minhas limitações e não tive receio de pedir ajuda ou esclarecimento. Os rapazes respeitaram isso. Gosto de ser bombeira porque cada chamada é diferente, quer estejamos respondendo a uma emergência médica, a um alarme de incêndio ou de fato indo combater um incêndio estrutural. É um trabalho bem físico. Mas eu sempre fui uma pessoa ativa, fisicamente em forma e fiz esportes na fase de crescimento, então, a atividade física me manteve interessada no trabalho. É um trabalho inerentemente perigoso, mas isso em geral não é a primeira coisa que me passa pela cabeça. Se nos arrastamos para dentro de um edifício em chamas ou atendemos o incêndio de um automóvel, para mim é sempre empolgante. Fiz carreira nos meus 15 anos no departamento. Comecei como bombeira, tornei-me paramédica, depois disso fui tenente e chefe de bombeiros por cinco anos. Inspecionei edifícios na cidade para garantir que estavam de acordo com o código de segurança contra incêndios. Quando havia um incêndio, eu investigava e determinava se tinha sido acidental ou proposital. Eu tinha poderes de polícia para dar ordem de prisão, se necessário.
Enquanto isso, tive dois filhos, agora com 11 e 6 anos, e decidi que precisava voltar para o regime de plantões para ter mais tempo com a minha família. Surgiu uma vaga de capitão e é ela que atualmente ocupo. Isso significa que sou supervisora do posto quando estou de plantão. Trabalho em um turno de 24 horas, com 24 horas de descanso, em um ciclo de cinco dias. Depois tenho uma folga de quatro dias. Geralmente posso levar e buscar meus filhos na escola e temos tempo para fazer coisas à tarde. É fácil visitá-los na escola. Estou com 40 anos e muito feliz com o que faço. Espero me aposentar aos 50, com 25 anos de serviço. O próximo passo na minha carreira seria ser chefe de batalhão, trabalho que inclui o comando do combate a um incêndio ou da ação em um acidente. Não quero esse cargo ainda, mas daqui a cinco anos pode ser diferente. Quando as pessoas me perguntam sobre mudança de profissão, digo que sigam seu coração. Se você não gosta daquilo que faz, não vai ter vontade de ir todos os dias para o trabalho. Tive um corte de US$ 15 mil no salário quando fiz a mudança mas, na ocasião, dinheiro não significava nada para mim. Eu queria ser feliz. Tinha apenas 25 anos, sem filhos, com tempo e energia para buscar outra carreira. Nem sempre me sinto satisfeita quando volto para casa após um plantão. Certamente, não temos sempre incêndios para combater. Mas há dias em que ajudamos uma criança a nascer ou salvamos a vida de um homem que estava tendo um infarto ou simplesmente fornecemos sacos de areia a uma mulher com medo de ver sua casa inundada durante uma tempestade. Essa mulher estava tão agradecida que me deu um abraço cheio de lágrimas e depois enviou um bilhete de agradecimento. É por isso que faço o que faço. | ||||