Abra seus OlhosEldon Harmon
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Jovem profissional bem-sucedido relembra momento decisivo na sua vida quando a Cúpula das Faculdades lhe ensinou como buscar oportunidades ao sair da graduação do ensino médio e passar para a formação universitária e uma profissão. Eldon Harmon é hoje consultor da Deloitte LLP, uma das principais organizações prestadoras de serviços profissionais do mundo, e atua na área de Serviços de Gestão de Riscos Empresariais. Harmon também é voluntário na Cúpula das Faculdades, trabalhando com jovens em busca de seu futuro. Minha mãe foi uma mulher que nos criou sozinha e que queria o melhor para seus filhos. Ela nos deu todo o amor e apoio que podia. Havia a possibilidade de nos depararmos com a violência e as drogas em cada esquina, de modo que criar dois garotos no lado leste de Nova York, bairro do Brooklyn da cidade de Nova York, não é tarefa fácil. Seu empenho para nos sustentar e manter protegidos do nosso meio ambiente continua muito claro na minha memória. Sua influência sobre nós na fase de crescimento foi simplesmente extraordinária, mas quando chegou a hora de planejar o que fazer após o ensino médio, sua experiência sobre o processo para ingresso na faculdade era limitada. Durante o ensino médio, minhas notas eram medianas e eu não tinha certeza do que queria fazer depois. Com uma média de aproximadamente 500 alunos para cada conselheiro-instrutor sobre faculdades na minha escola, eu não obtinha ajuda suficiente para pesquisar as opções que poderiam surgir para mim. Ao chegar ao último ano do ensino médio, em 1997, ouvi falar da Cúpula das Faculdades e resolvi fazer o workshop de redação realizado no verão porque isso me dava a oportunidade de sair do meu bairro no Brooklyn por alguns dias durante os dias quentes de verão. Também queria ver como era o programa, inclusive como me sentiria em um campus universitário. Cheguei à Faculdade de Connecticut sem saber o que esperar. Na primeira noite tivemos uma “reunião informal” para discutir os obstáculos no caminho até à faculdade. Muitos dos outros jovens eram como eu: seriam os primeiros membros da família a ingressar num curso superior. Durante a reunião tivemos realmente abertura para expor nossas esperanças e temores sobre o futuro e os desafios que havíamos enfrentado no passado. Reunidos nessa primeira noite do workshop, o que mais me impressionou foram as palavras do facilitador ao pedir que abríssemos os olhos e víssemos que, na realidade, nós éramos privilegiados por termos condições de entrar na faculdade. Várias gerações antes de nós nunca poderiam ter sonhado com as oportunidades que estavam ao nosso alcance. Nunca tinha pensado em mim mesmo como alguém privilegiado, mas quando o facilitador explicou isso de modo tão claro, compreendi que eu tinha a responsabilidade de trabalhar duro e dar o melhor de mim. Meu nível de otimismo sobre o futuro mudou naquele momento. Depois daquela noite meu modo de pensar mudou radicalmente. Até então, em geral, minha única preocupação era me virar de qualquer maneira ou fazer só o que era necessário. Depois dessa noite, queria provar que estava acima da média, quem sabe talvez fosse até mesmo um líder. A possibilidade de ir para a faculdade e seguir uma grande carreira profissional finalmente parecia tornar-se realidade. Isso me motivou a iniciar um processo de inscrição para a faculdade e partir firmemente para a realização de entrevistas em várias instituições. Ao retornar à escola de ensino médio para concluir meu último ano, sentia-me feliz por ter dado o salto inicial sobre o que precisava fazer para entrar na faculdade. Candidatei-me e fui aceito para o curso de graduação de Ciência Ambiental e Silvicultura na Universidade Estadual de Nova York. Em seguida obtive mestrado em Administração em Telecomunicações pela Universidade de Syracuse.
Não foi fácil meu início na faculdade. Eu me sentia em desvantagem do ponto de vista acadêmico e até pensei em desistir. Queria apenas estudar com afinco para aprender, mas logo descobri que para ter sucesso não era suficiente trabalhar por conta própria. Precisava me engajar e fazer parte da comunidade acadêmica, participar de grupos de estudos e agremiações, de forma a aprender com outros como melhorar o desempenho. Essa é uma lição que guardo até hoje. Trabalho atualmente na Deloitte como consultor cuja tarefa é ajudar grandes organizações a lidar com riscos de segurança, e é uma grande coincidência que a empresa para a qual fui trabalhar — a Deloitte — oferece serviços financeiros e pro bono à Cúpula das Faculdades. Seus funcionários são também incentivados a contribuir com suas habilidades. Estava na empresa apenas há apenas alguns meses quando tomei conhecimento desse fato, e ficar a par do relacionamento da empresa com a organização que me ajudou tantos anos atrás me fez sentir que a Deloitte era o lugar certo para mim. A relação entre as duas organizações é tão forte que a Deloitte é a maior fonte de voluntários corporativos da Cúpula das Faculdades. No terceiro trimestre do ano passado, fui orientador voluntário no workshop da Cúpula e trabalhei individualmente com 14 alunos. À medida que os alunos entravam na sala eu me lembrava da minha própria experiência de não ter idéia sobre onde queria chegar e nenhuma pista sobre por que deveria me esforçar. Desafiei esses jovens do mesmo modo que havia sido desafiado. Pedi que abrissem os olhos e sonhassem grande sobre o que poderiam fazer, pois qualquer coisa no mundo era possível. Essas conversas repletas de grandes idéias nos ajudaram a identificar o que era importante para eles e seu futuro, assim pudemos trabalhar juntos na busca das faculdades que melhor atendiam suas necessidades. Ser ex-aluno da Cúpula das Faculdades realmente ajudou na relação com os alunos. Não apenas pude ver muito de mim mesmo neles, como penso que eles também puderam ver algo deles em mim, porque repetiam “se ele pode fazer isso, então também podemos”. Espero que os jovens que estão analisando o que fazer após o ensino médio pensem na minha história e vejam que as oportunidades estão lá, à espera, e que basta eles se abrirem e trabalharem com afinco para agarrá-las. | ||||