Um Tributo a Trabalhos Sujos, Difíceis e PerigososEntrevista com Mike Rowe
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Um improvável programa de televisão tornou-se um sucesso surpreendente com uma devotada base de fãs. Trabalho Sujo no Discovery Channel, que entra agora em sua quarta temporada, tem sido um dos principais programas da rede nos Estados Unidos desde seu início em 2005. Em cada episódio, o apresentador Mike Rowe visita um local de trabalho diferente, arregaça as mangas e trabalha lado a lado com as pessoas que realizam essas tarefas diariamente para ganhar a vida. De acordo com o projeto, o programa busca pessoas que fazem trabalhos muito sujos, pouco divulgados e algumas vezes inimagináveis para os que têm empregos mais limpos. Mike Rowe tinha quase 20 anos de carreira no mundo artístico e na televisão, antes de idealizar Trabalho Sujo e convencer o Discovery Channel a apoiar o projeto. Ele conversou com a editora-gerente da revista eJournal USA, Charlene Porter. Pergunta: Todos os seus programas têm a mesma abertura. Poderia repetir essa introdução e explicar como ela descreve sua visão de trabalhos sujos e braçais? Rowe: Meu nome é Mike Rowe. E este é o meu trabalho: exploro o país em busca de pessoas que não têm medo de se sujar — homens e mulheres diligentes que fazem os tipos de trabalho que possibilitam a nós outros uma vida civilizada. Agora, preparem-se para ficar sujos. Essa é a declaração de missão do programa. Encontramos pessoas que fazem o trabalho que a maioria de nós desvia do próprio caminho para evitar. Passo um dia com eles como aprendiz, tento acompanhá-los e dou algumas risadas. O sucesso do programa, acredito, é resultado dos temas subjacentes sobre trabalho aos quais voltamos constantemente, não só por causa das privadas que explodem e dos infortúnios nas criações de animais. P: Muitas coisas acontecem no seu programa. Você mostra ao público empregos que não são vistos e nem conhecidos por milhões de americanos que levam uma vida agradável e limpa nos bairros de classe média. Ao mesmo tempo, destaca a competência, a dignidade e o humor das pessoas que têm essas ocupações. Essa dualidade de temas é intencional? Rowe: É bastante deliberada. Começou como um pequeno segmento de um programa local em São Francisco. Tive uma boa experiência sobre o tipo de coisa que provoca a reação do público bem antes de levá-lo para uma rede de televisão. Ao descrever pessoas com perfis mais modestos, aprendi que havia de fato um misto de interesse da parte do público no emprego em si e nas pessoas que realizam o trabalho. Não há dignidade exclusivamente no trabalho. A dignidade está nas pessoas. Não se pode fazer um programa que destaque as partes boas do trabalho a não ser que se inclua também as pessoas que realçam essa visão positiva. P: Quantos trabalhos sujos você realizou desde que o programa começou? Será que poderia relacionar alguns deles? Rowe: Cheguei a 200 programas há alguns meses. Estamos agora na quarta temporada, e, quando começamos, a intenção era fazer 12 programas sobre 12 trabalhos. Fiquei sem idéias em torno do 50° programa e, desde então, passamos aos telespectadores a responsabilidade pela programação. A maioria das idéias veio de pessoas que realmente assistem o programa. Experimentei de tudo, desde coletor de animais mortos nas estradas, sexador de aves, inseminador artificial de vacas, assentador de tijolos, trabalhador de curtume, telhadista – qualquer um que trabalhe com betume quente e asfalto merece uma medalha. A lista inclui qualquer coisa que surja de imediato na sua cabeça e mais um monte de coisas com as quais você nunca sonhou.
P: Ouvi você dizer certa vez no programa: “Como dizia meu avô, nunca confie em uma pessoa de sapatos limpos.” Ele realmente disse isso? O que ele fazia? Rowe: Meu avô é a razão de Trabalho Sujo estar no ar. Ele estudou até a sétima série, mas foi uma dessas pessoas que já nascem conectadas, com uma compreensão inata dos ofícios de construção e de natureza técnica. Ele construiu meu primeiro carro. Construiu a casa em que nasci, sem planta. Aos 50 anos era mestre encanador, mestre eletricista, assentador de tijolos e cortador de pedras. No fundo de seu cérebro, ele simplesmente sabia como as coisas funcionavam mecânica e tecnicamente. Eu não herdei esse gene. Ele era um cara naturalmente inteligente que estava sempre sujo, sempre consertando as coisas, sempre remendando. Minhas lembranças mais antigas são dele e meu pai, que trabalhava como seu aprendiz, começando o dia limpos e voltando para casa sujos e resolvendo algum tipo de problema pelo caminho. P: Fica claro nas suas palavras e na sua voz que você tinha grande admiração por ele. Rowe: Sim. P: Mas atualmente algumas pessoas podem menosprezar pessoas com sapatos sujos. Por que isso? Rowe: Depois de fazer eu mesmo algumas centenas desses trabalhos, formei algumas opiniões sobre isso. Acho que ninguém nunca tentou desmerecer o trabalhador, mas como sociedade declaramos uma espécie de Guerra Fria contra as noções tradicionais de trabalho braçal. Fazemos isso de muitas maneiras diferentes. Na televisão, percebi isso pela primeira vez com Lifestyles of the Rich and Famous [A Vida dos Ricos e Famosos], o primeiro programa que assumiu deliberadamente o oposto da ética puritana do trabalho. Hoje, você pode ver que os trabalhadores são retratados no horário nobre da televisão de uma maneira previsível. Os encanadores pesam 130 quilos e suas calças estão caindo. Os motoristas de caminhões de entrega são pessoas preguiçosas e motivo de piada. E o setor de publicidade impõe a mensagem que a razão por que não somos tão felizes como poderíamos ser é porque trabalhamos demais. Trabalhamos demais e somos constantemente lembrados que queremos que o fim de semana chegue logo, sair do trabalho um pouco antes da hora e usufruir da aposentadoria um pouco mais cedo. Portanto, as noções tradicionais sobre trabalho tornaram-se um alvo. Uma guerra contra o trabalho causa vítimas — profissões em decadência, uma infra-estrutura em frangalhos — e essas coisas nos afetam. E existem as tendências nacionais mais abrangentes: políticas que levam à terceirização de milhares de empregos industriais americanos, a invenção do microchip e de outras ferramentas tecnológicas que substituem a tradicional caixa de ferramentas. P: Você quer dizer a transição de uma economia de produção industrial para uma economia baseada na informática? Rowe: Exatamente. Nós redefinimos o que deve ser um bom emprego. Não é que as pessoas com botas enlameadas sejam consideradas más. Elas simplesmente foram marginalizadas. Não damos mais valor a pessoas como meu avô. Não precisamos denegri-los; simplesmente os ignoramos. O trabalho pesado precisa de uma campanha de relações públicas, por isso estou criando um site para dar mais atenção a essas questões. O nome do site é MikeRoweWORKS™ [www.mikeroweWORKS.com], e estou pensando em algo parecido com “Rock the Vote” [Agite o Voto], só que mais como “Back to Work” [De Volta ao Trabalho]! P: Você tem trabalhado como ator, cantor, apresentador de TV, todos empregos bem limpos. Quando você tinha idade para decidir o que queria ser quando crescesse, sua escolha por um emprego limpo foi consciente? Rowe: Fiz uma escolha deliberada aos 18 anos. Meu avô era nosso vizinho e ele foi tão presente em minha vida quanto meu pai. Eu não conseguia fazer todas as coisas que o meu avô fazia e tinha verdadeiro pavor do fracasso. Tinha reconhecimento e respeito pelo tipo de trabalho que ele fazia, mas decidi me afastar o máximo possível e encontrar alguma coisa que para mim fosse tão fácil quanto a construção era para ele. P: O que você quer dizer com fracasso? Seu avô pôs um martelo na sua mão e você não conseguiu acertar o prego? Rowe: Eu conseguia pregar o prego na madeira; mas não era fácil. Eu consigo colocar uma chapa de gesso; só que levo mais tempo. Vivia lutando para fazer o que eles faziam com facilidade. Isso me fazia mal. Eu não sabia nada sobre entretenimento; não sabia nada sobre atuar, mas sabia que isso exigiria uma parte totalmente diferente do meu cérebro. Como disse [o poeta americano] Robert Frost, “Way leads on to way” [Um Caminho Leva a Outro] (de “The Road Not Taken” [O Caminho Não Escolhido]), certo? O que sei é que de repente estava vestido de viking cantando na ópera nacional. Depois disso, passei a vender coisas no meio da noite no QVC [canal de vendas da TV a cabo]. E a produzir um programa para a American Airlines que passa em todos os seus vôos. E a trabalhar com Dick Clark, depois Joan Rivers; fui ainda viajante freelancer; e agora estou no Discovery Channel. A grande ironia para mim é que depois de trabalhar 18 anos como freelancer na televisão, finalmente tenho um programa de sucesso em uma rede internacional que é líder mundial em entretenimento de não-ficção. Tudo que tive de fazer para conseguir esse emprego foi voltar ao passado e abraçar exatamente aquelas coisas das quais procurei fugir durante toda a minha vida adulta. Fugi disso porque não queria que meu pai e meu avô me vissem fracassar. Agora, qualquer sucesso que eu tenha tem um preço específico. Ou seja, a minha disposição para fracassar todos os dias, não apenas diante deles, mas diante de milhões de pessoas em 173 países. A única maneira de homenagear um paisagista realmente bom, por exemplo, é pondo um paisagista novato ao lado dele — no caso, eu — e deixar que o expectador observe os dois fazendo o mesmo trabalho básico. É dessa forma que o programa homenageia essas pessoas. Ao me observarem trabalhando com o paisagista — ou com qualquer trabalhador que estejamos apresentando — os espectadores podem ligar os pontos e perceber que a maioria dos trabalhos é mais difícil do que parece. P: Você também disse no programa que algumas das pessoas mais felizes que você já encontrou voltam para casa cheirando mal porque trabalham com coisas como esgoto e lixo. Você quer dizer que os trabalhadores que encontrou em empregos sujos são geralmente mais felizes do que os que estão em ocupações mais limpas? Rowe: Acho que sim, embora isso seja uma generalização. A felicidade é algo subjetivo e difícil de ser definido. Porém, devo dizer que depois de algumas centenas de experiências, o que mais tenho encontrado na vida das pessoas que conheci é o equilíbrio. As pessoas que têm trabalhos sujos mostram um equilíbrio na vida que não encontro em amigos meus que são atuários e banqueiros de investimentos. Eles começam o dia limpos; acabam voltando para casa sujos, mas de alguma forma parece que se divertem mais que todos nós. Tenho muitas teorias a esse respeito, mas basicamente acho que tem a ver com a sensação da tarefa cumprida. Há tantos trabalhos “bons” hoje em dia que não te dão a sensação de finalização. Para muitas pessoas que trabalham em escritório, às 6h da tarde a mesa de trabalho tem a mesma aparência que tinha às 6h da manhã. Como é que se sabe que algo foi concluído?
As pessoas com quem trabalho... ei, eles pegaram um veado morto na estrada. Eles fazem o trabalho deles e acabou. Você tem uma vala para cavar. Não há nada lá de manhã. À noite, ela está lá. As pessoas com trabalhos sujos vivem em um mundo de constante feedback. Para o melhor ou para o pior, elas sempre sabem como estão se saindo. Isso é importante. As pessoas que trabalham na construção... o cortador de pedras que pode andar pela cidade e apontar para estruturas que ele criou. Isso é um legado. Até o trabalho qualificado na fábrica é realmente uma coisa compensadora quando bem feito. É exatamente isso que não conseguimos retratar com justiça na nossa cultura de hoje. Quase todo o trabalho manual é apresentado atualmente como sendo uma chatice. Não deveríamos tentar traçar uma linha rígida entre limpo e sujo, difícil e fácil. Eles não são opostos; são lados diferentes de uma mesma coisa. As pessoas com trabalho sujo parecem ter uma compreensão inata disso — e um melhor equilíbrio na vida. P: Além dos trabalhos sujos, você também faz trabalhos perigosos. Eu vi você nadando com tubarões, agarrando jacarés, suspenso em teleféricos no topo de um precipício de 3 mil metros de altura. Imagino que faça esses trabalhos por um dia confiante na sua sorte. Mas, na sua opinião, quais são os motivos que levam as pessoas a realizar trabalhos perigosos dia após dia? Rowe: Vou contar uma história. Você mencionou nadar com tubarões. Eu estava trabalhando aquele dia com Jeremiah Sullivan, o cara que inventou a roupa contra tubarões, que os mergulhadores podem usar para entrar na água infestada de tubarões e voltar com todos os seus membros em perfeito estado. Então, eu estou em pé na popa do barco com o Jeremiah, prestes a mergulhar em um frenesi de alimentação dos tubarões. Estou embrulhado nessa roupa de proteção contra tubarões, que mais parece a cota de malha usada pelos cavaleiros medievais. Aliás, estou morrendo de medo. Logo antes de pularmos, o Jeremiah me disse, muito francamente: “Olha, Mike, de homem para homem, preciso ser sincero com você.” “O quê?”, perguntei. Ele disse: “Isso vai doer.” “Você não vai morrer, mas vai doer pra diabo, e você precisa saber disso”. Foi um momento de sobriedade impressionante porque naquele segundo ele colocou a responsabilidade e a consciência diretamente sobre os meus ombros. P: Vai doer, os tubarões começam a bater em você, tentam mordê-lo e, apesar disso, o Jeremiah continua fazendo isso todos os dias? Rowe: Todos os dias. O que é interessante nesses lugares onde estive — e que foram corretamente classificados por você como perigosos — é que o índice de lesões e acidentes é muito baixo, porque os trabalhadores ali têm consciência da sua própria segurança pessoal. Eles não se deixam levar por um sentimento de complacência sobre isso. Acho que isso pode ocorrer mais facilmente em uma fábrica ou outro local de trabalho em que a gerência pendura faixas sobre “segurança em primeiro lugar”. Isso se torna uma frase banal, uma expressão da moda, e é aí que as pessoas podem se machucar. A segurança é um problema seu, e é melhor nunca perder isso de vista. P: Fazendo uma retrospectiva da trajetória sinuosa da sua carreira, o que você diria para alguém que está prestes a se tornar adulto e tenta descobrir o que fazer na vida? Rowe: Existe um termo na literatura grega para um reverso da fortuna. É a peripeteia: quando o personagem percebe que havia errado em tudo, quando Édipo descobre que estava dormindo com a própria mãe. Bruce Willis compreende no final de O Sexto Sentido que estava morto durante todo o filme. Essa é a descoberta da peripécia. Portanto, eu diria a alguém de 19 anos que não é nenhum problema perceber que se está completamente errado sobre alguma coisa. Passei por um desses momentos há alguns anos: tudo que eu pensava saber sobre trabalho estava errado. O que vi quando criança estava certo. Percebi como tinha extrapolado em minha intenção de me afastar daquilo o máximo possível. Agora, por meio do destino, da sorte ou do acaso, fui forçado a voltar atrás e estou totalmente cercado pelos mesmos tipos de pessoas com as quais cresci. Passei 20 anos evitando algo para o qual eu parecia estar destinado, e está tudo bem. Tudo está acontecendo do jeito que deveria ser. Portanto, o conselho prático para alguém de 19 anos é: não limite suas opções. Não faça isso. Atualmente, muitas pessoas de 18 e 19 anos não ouvem falar em ter uma carreira lucrativa nas profissões técnicas. Isso não faz parte do caminho que a maioria dos pais acha que seus filhos deveriam seguir. O caminho da faculdade, os empregos “ideais”, as roupas “ideais”, o estilo de vida — tudo o que celebramos nesta cultura realmente não promove o encanador, o eletricista, ou os que instalam e consertam grandes sistemas de tubulação. Há oportunidades em todas essas áreas. Atualmente, essa classe de trabalhadores quase não existe nos Estados Unidos. Nossa infra-estrutura está em frangalhos. Há uma oportunidade real em aprender um ofício e ou se estabelecer por conta própria ou ser empregado de uma empresa decente, ter um bom sustento, criar os filhos, treinar o time de beisebol das crianças e ter uma vida equilibrada. Pode-se até olhar para esse tipo de vida e dizer, não, prefiro ser um executivo. Sem problema. Tudo o que sugiro é que se veja todas as opções antes de tomar qualquer decisão. Quero que esse site, o mikeroweWORKS, realmente ajude os jovens a tomar algumas dessas decisões, apresentando as opções sobre oportunidades de trabalho especializado. Já recebi muitos retornos legais, grande parte deles de pais que querem um lugar em que eles e os filhos possam buscar opções de carreiras que não sejam necessariamente dependentes de uma faculdade. Quero que os jovens possam fazer isso, e que todos os encanadores, eletricistas e todos os tipos de empreiteiros digam que gostariam de um lugar para bater papo, trocar histórias e experiências. No final, vejo o mikeroweWORKS como um local sólido onde as pessoas possam se reunir para compartilhar, ensinar e celebrar o próprio ato de trabalhar. Nadando com tubarões Mike Rowe conta uma história sobre um de seus trabalhos mais perigosos. A tarefa do dia era fazer e testar uma “roupa contra tubarões”, um artefato em trama de aço que consiste em milhares de minúsculos anéis de metal que devem ser soldados à mão. Para testar a roupa, eu me dirigi ao mar. Fui acompanhado por Jeremiah Sullivan, um lunático turrão que não tem medo de nada e deveria ter seu próprio programa de televisão. Jeremiah e eu começamos a criar uma imensa poça de sangue e pedaços de atum. Dezenas de tubarões apareceram e cercaram o barco em uma refeição frenética incontrolável. A água era uma massa borbulhante de pele cinza, sangue vermelho e dentes brancos. Daí, usando um equipamento de mergulho completo e a roupa contra tubarões, o Jeremiah pulou bem no meio deles. Eu fui atrás. Juntos, descemos 15 metros em direção ao fundo. Eu me ajoelhei ao lado dele enquanto ele abria uma caixa cheia de iscas de bonito [peixe com tamanho e características entre a cavala e o atum]. Os tubarões adoram bonito, realmente adoram. Em instantes, o pandemônio que ocorria na superfície foi transferido para o fundo do mar. Aí começamos o trabalho de fato, que era testar a eficácia das roupas que usávamos. Em outras palavras, ser mordidos por tubarões. De propósito. Quando falo que estávamos totalmente cercados por dúzias de tubarões famintos, não estou exagerando. Quando digo que fomos mordidos, atacados e jogados no fundo arenoso não sei quantas vezes, não estou usando uma hipérbole. E quando digo que estava profundamente temeroso pela minha vida, não estou brincando nem um pouco. Fui mordido umas quatro ou cinco vezes. O Jeremiah foi mordido muito mais vezes. Estamos os dois bem, apesar de machucados. A roupa contra tubarões funciona. Aleluia! Mike Rowe conta várias de suas experiências no site http://dsc.discovery.com/fansites/dirtyjobs/dirtyjobs.html.
As opiniões expressas nesta entrevista não refletem necessariamente a posição nem as políticas do governo dos EUA. | |||||