Estudantes Afro-Brasileiros Participam de Debate com Hillary Clinton

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Estados Unidos colaboram em questões de justiça social nas Américas

Érica Marrero
Redatora

Sec. Clinton arrives at Brasilia Air Base

A secretária de Estado Hillary Cliton chega à Base Aérea de Brasília.
(Foto: Embaixada dos EUA). Para mais fotos, acesse o Flikcr

Washington — Os Estados Unidos e muitos países das Américas têm metas e histórias similares e procuram “soluções comuns para problemas comuns” durante a visita da secretária de Estado, Hillary Rodham Clinton, pela América Latina de 1 a 5 de março, disse Arturo Valenzuela, secretário adjunto de Estado para o Hemisfério Ocidental.

Entre os assuntos que Clinton vai discutir durante sua visita a cinco países estão os esforços dos Estados Unidos e dos países latino-americanos para promover a igualdade e a justiça social.


“Essas sociedades são muito semelhantes em diversos aspectos…países com comunidades indígenas, com imigração forçada de escravos, com um histórico de emancipação, com empenho em fortalecer o conceito de governança democrática baseada na noção de justiça social e igualdade de oportunidades para todos,” disse Valenzuela.

O Brasil, por exemplo, com a segunda maior população mundial de afro-descendentes, tornou-se um celeiro de políticas públicas para a promoção da igualdade. Juntos, Estados Unidos e Brasil têm a maior população de afro-descendentes nas Américas, com os afro-americanos totalizando mais de 14 por cento da população dos Estados Unidos e os afro-brasileiros, mais de 45 por cento da população brasileira.

Pergunte à Secretária Clinton

Além de encontros bilaterais com presidentes de diversos países latino-americanos e a reunião Caminhos para a Prosperidade na Costa Rica, Clinton será a anfitriã de um encontro-entrevista na Universidade Zumbi dos Palmares em São Paulo, a única universidade brasileira com maioria de estudantes afro-descendentes.

Clinton responderá perguntas dos alunos presentes no auditório e em outros locais do Brasil (via SMS ou Twitter) sobre inclusão e igualdade social e outros assuntos bilaterais que Estados Unidos e o Brasil enfrentam.

Apoiando grupos marginalizados

Em toda a região, os EUA apoiam políticas que ampliam as oportunidades e a mobilidade social, criam uma base maior para o crescimento e asseguram que os benefícios do crescimento e do comércio sejam distribuídos de forma mais ampla, especialmente entre os grupos tradicionalmente marginalizados.

Os Estados Unidos assinaram acordos com o Brasil e a Colômbia conclamando os setores público e privado nos três países a tratarem da desigualdade e da discriminação racial.

“Estamos empenhados em trabalhar com vocês para manter nossas populações seguras, proteger e aproveitar nossos recursos naturais e ampliar as oportunidades e a prosperidade”, disse Clinton durante um encontro- entrevista digital de Santo Domingo, República Dominicana, em abril de 2009. “Para alcançar a prosperidade compartilhada que almejamos, devemos integrar nosso compromisso com a democracia e os mercados abertos com igual compromisso em relação à justiça social.”

Para maiores informações sobre questões raciais nos EUA, veja “A Patchwork Culture” e “10 Ways to Talk Openly About Race.”